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sexta-feira, 9 de abril de 2010

O matemático que recusou um milhão

O matemático russo Grig­ory Perel­man, 44, con­sid­er­ado um dos maiores gênios vivos do mundo, declarou  que não tem inter­esse em rece­ber o prêmio de US$ 1 mil­hão a que tem dire­ito por ter resolvido a chamada Con­jec­tura de Poincaré. Em seu aparta­mento infes­tado de baratas em São Peters­burgo, Perel­man afir­mou, sem abrir a porta: “tenho tudo o que quero”, segundo infor­mou o jor­nal britânico Daily Mail.

Uma insti­tu­ição dos Esta­dos Unidos recon­heceu que o estu­dioso russo demon­strou a Con­jec­tura de Poin­caré, que desafi­ava os matemáti­cos há mais de um século. O matemático francês Jules Henri Poin­caré (1854–1912) esti­mou que, de forma sim­pli­fi­cada, qual­quer espaço tridi­men­sional sem furos seria equiv­a­lente a uma esfera esticada. Poin­caré e os matemáti­cos que vieram depois dele acred­i­tavam que a pro­posta estaria cor­reta, mas não con­seguiram uma prova algébrica sól­ida para ele­var a con­jec­tura à cat­e­go­ria de teorema.

A com­plex­i­dade do assunto levou o Insti­tuto de Matemática de Clay a incluir o prob­lema entre os “sete desafios do milênio”. Para cada desafio que fosse solu­cionado, o insti­tuto prom­e­teu pagar um prêmio de US$ 1 mil­hão (cerca de R$ 1,78 milhão). Na sem­ana pas­sada, James Carl­son, dire­tor do insti­tuto, recon­heceu a façanha de Perel­man e anun­ciou que a Con­jec­tura de Poin­caré é o primeiro dos sete desafios a ter solução.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

G-speak

A novidade tecnológica que está sendo lançada por pesquisadores do MIT é o "g-speak". Agora, usam-se pequenos dedais para tirar fotos, projetar telas e manipular informações, tudo baseado nos gestos do usuário. Parecido com o que é feito no filme Minority Report. A tecnologia é cada vez mais surpreendente. Só não se sabe ainda como as pessoas vão se adaptar a essas mudanças, e se elas serão bem utilizadas. Vale a pena observar e analisar.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Copenhagen



1924: Werner Heisenberg, físico alemão, foi para Copenhague para viver e trabalhar como colaborador de outro físico mais velho e experiente, Niels Bohr, nos estudos de Física Quântica. Em três anos de trabalhos juntos, desenvolveram estudos revolucionários como o Princípio da Incerteza e a Teoria da Complementaridade.

1941: época da Segunda Guerra Mundial, com a Dinamarca sendo ocupada por nazistas. Bohr, de ascendência judaica, correndo perigo em Copenhague e não podendo realizar plenamente suas pesquisas. Heisenberg trabalhava para os alemães em estudos de energia nuclear. No entanto, apesar do acaso ter colocado os dois em lados antagônicos no conflito, e apesar dos riscos que ambos corriam, Heisenberg retornou a Copenhague para visitar Bohr, em Setembro daquele ano. Não se sabe até hoje o que conversaram durante esse encontro. A única coisa que se sabe é que, em algum momento, saíram da casa de Bohr para dar uma volta (talvez para não serem ouvidos por ninguém) e que, mais tarde, ambos voltaram extremamente ofendidos, após uma discussão. Daí em diante, nunca mais foram amigos.

Sobre esse encontro, Michael Frayn, dramaturgo contemporâneo, escreveu uma peça de rara qualidade. Sucesso mundial, virou filme e foi encenada no Brasil pela Companhia "Arte e Ciência" com brilhantismo. Afinal, o que aconteceu na primavera de 1941 em Copenhague, durante o encontro desses dois homens? Falavam sobre ciência ou sobre política? Falavam sobre a possibilidade da criação de uma bomba atômica? Talvez em Copenhague, na primavera de 1941, o destino de milhões de seres humanos poderia estar sendo decidido.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

LHC - O Fim do Mundo

Entrou em funcionamento hoje na Suíça o maior experimento da História da Física: o Large Hadron Collider (LHC), o maior acelerador de partículas do mundo. O projeto, envolvendo dez mil cientistas do mundo todo, tentará recriar as condições que existiam no momento seguinte ao Big Bang, para tentar desvendar algumas das questões mais misteriosas do Universo. Mas alguns acreditam que há a possibilidade de o experimento dar errado e provocar a formação de um buraco negro. Ou seja, o mundo pode acabar!!!

terça-feira, 4 de março de 2008

Quando começa a vida?'

Antes de falarmos da tensão Colômbia-Venezuela-Equador, vamos lembrar que nesta semana o STF fará um julgamento histórico a respeito da validade das pesquisas com células-tronco no Brasil.

Argumentos científicos e religiosos estão sendo levantados e, certamente, haverá grandes divergências entre os 11 ministros. Igreja e comunidade científica estão em lados opostos nessa batalha.

O artigo 5º da Lei de Biossegurança de 2005 permitiu a pesquisa com células-tronco de embriões fertilizados "in vitro" e descartados. Mas o ex-procurador-geral da República Claudio Fonteles moveu uma Ação Direta de Inconstitucionalidade alegando que o direito à vida é inviolável e que, no caso, estaria sendo lesionado, já que defende a tese de que os embriões já têm vida, a qual começaria na concepção.

A importância do julgamento reside no fato de que, de acordo com as teses religiosas, haveria o risco de o STF abrir caminho para que no futuro novas formas de aborto sejam criadas -ou que o próprio aborto seja legalizado, além do que a manipulação e sacrifício de seres humanos embrionários seriam um passo para a clonagem e produção laboratoriais de seres humanos

Por outro lado, o uso de células-tronco embrionárias em pesquisas visando tratamento e recuperação de pessoas com doenças graves é também uma atitude em defesa da vida. Afinal, tendo a lei de Biossegurança colocado todas as restrições para o desenvolvimento seguro das pesquisas, não haveria quaisquer problemas em sua continuidade.

Acompanhemos com atenção.